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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Meu Erro

Tudo bem, eu já sei. Não precisa mais ficar emburrado, virar a cara, reclamar comigo. Eu entendi. Meu erro foi esse, foi isso. Foi ter nascido no dia 8 de novembro de 1990, uma quarta-feira, às dez e trinta e cinco da manhã, de parto cesária. Uma menina, cheia dos cabelos, sem nem um dente, que gostava de tomar banho. Foi ter crescido brincando de boneca e de ser cantora, usando os perfumes e os desodorantes como microfone. Onde é que eu estava com a cabeça?!

Também foi um erro crescer muito próxima à minha mãe e pouco ligada ao meu pai. Como se não bastasse, também fiz da minha avó o meu porto seguro para os momentos mais críticos. E a proximidade com minhas primas?! Com certeza todas aquelas noites de férias regadas a pipoca, coca cola e programas proibidos para menores de 18 anos me fizeram crescer assim, desse jeito.

Errei quando desisti de ir estudar na Fundação Bradesco e decidi que seria melhor me matricular no Fernão Dias Pais. Pior ainda foi não ter escolhido um curso técnico no colegial. 

Errei ao cantar naquele festival, ao fazer e desfazer bandas, ao desistir do teclado. Mas, nesse aspecto, acho que meu maior erro é preferir Rolling Stones aos Beatles. Na verdade, o que eu ouço mesmo é AC/DC. Bom, você sabe, no fundo meu erro é ouvir de tudo, de Jorge e Mateus a Aerosmith. E gostar disso. E ser feliz assim.

Com certeza meu erro foi ter corrido na chuva aquele dia e arrebentado meu joelho no asfalto quando caí. A marca está aqui até hoje para provar e me lembrar. E, ainda assim, consegui rir da história, mas isso eu não acho errado.  

Grande erro mesmo foi ter achado que eu nunca me apaixonaria por você. Que eu nunca sentiria falta do seu carinho e da sua companhia. Isso faz muito tempo, é claro. Há anos me dei conta de que seu sorriso é essencial para mim. Errei quando não levei a sério e quando se tornou sério demais. Errei quando machuquei, quando curei, quando te fiz chorar e quando te fiz sorrir. Sim, você pode não ter percebido isso no momento em que seu cérebro recebeu o impulso e seus músculos trabalharam até seus dentes aparecerem, mas eu estava errando bem ali na sua frente.

O primeiro gole de caipirinha com certeza foi um erro. Tão errado quanto passar mal ao beber cerveja ou café. Quem nesse mundo é capaz de viver sem cerveja e café?!

Por favor, não tente me consolar, eu sei que sou feita de uma conjunção enorme de erros. Como quando decido qual roupa vestir, qual frase falar, qual passo dançar. Como quando acordo e tento com todas as forças viver minha vida e seguir em frente.

Eu deveria abrir mão de tudo isso, me enclausurar, me calar. Mas eu não consigo. Por mais que eu tente, tem sempre uma força que me puxa de volta para o caos, que me tira do eixo para que eu tente me recolocar. E assim eu vou convivendo com esse erro que, me desculpe, eu nunca vou conseguir reparar. Esse erro que é ser eu.

Well, it sucks to be honest and it hurts to be real

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Quero ser Mulher Maravilha

É incrível como a gente sempre acha que sabe o que é melhor pros outros. Todos tem um conselho mágico, uma receitinha perfeita, um truque na manga que irá resolver os dilemas do próximo, não importa se é para o sobrinho de quatro anos aprendendo a andar de bicicleta ou para a avó de 84 tentando lidar com a velhice. A pessoa pode ainda nem ter notado a existência daquele problema e nós já estamos lá, prontos para apontar o melhor caminho. 

Involuntariamente, a gente acaba achando que pode ensinar as pessoas a viver. Porém, quando olhamos para nossas próprias vidas, percebemos que temos muito o que cuidar nelas, muito caos para colocar em ordem. Mas, mesmo assim, insistimos em querer saber o que é melhor não para nós, mas para quem conhecemos.

Talvez isso aconteça porque é muito mais fácil pensar em soluções racionais para os problemas dos outros do que para os nossos. É muito mais fácil olhar para fora do que para dentro. Às vezes, a gente até sabe como melhorar as coisas, mas tem medo de sofrer ainda mais e prefere ficar com o que já está acostumado.

A boa notícia é uma conclusão a qual cheguei há poucos minutos: nós só temos vontade de consertar a vida de quem a gente quer bem. Se não fizesse falta e se fosse indiferente, não haveria preocupação e perca de tempo tentando encontrar o melhor jeito de solucionar os dilemas alheios.

Então é isso, amigos. Perdoem-me se algum dia eu faltar com jeito, mas só quero reservar meu lugarzinho no céu ajudando vocês a arrumar a vida, enquanto deixo meus problemas para depois. Aceito conselhos!


Calma, amgs! Tô indo te salvar toda sensual de hot pants ;)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A problemática do "ninguém é obrigado"

Esse é só mais um dos problemas que eu tenho com a minha consciência, super inteligente e focada na lógica das coisas. A partir do momento que não tenho compromisso com uma pessoa, essa pessoa não tem obrigação nenhuma de me dar explicações, ou de me chamar para sair, ou fazer questão de me ver no final de semana porque, sabemos, a semana é puxada e o tempo livre é reservado para a cerveja e os amigos. Da mesma forma, não é proibido chamar outras pessoas para sair, jogar charme via Instagram, puxar papo pelo Whatsapp.

Tudo lindo e nos conformes, diz a consciência. Mas é quando os olhos veem algo que não queriam que o bicho pega. Porque, mesmo inconscientemente, você espera a pessoa ligar, você faz planos sozinha para dois. Mesmo sem querer, vai lá, da um jeito de saber o que o mocinho planejou para a tarde de sábado e espera com a maior certeza da vida ser convocada para o jogo. Mas, no dia seguinte, descobre que outra jogadora marcou o gol. Fuéin!

É a vida? Você sempre soube que isso aconteceria? Lógico que sim! Mas tem alguma coisa dentro de você que insiste em se perguntar o por que de todas as coisas, de dramatizar, de perder tempo com essa ladainha que não vai mudar o que passou e não vai te ajudar a seguir em frente. E é aí que você chama o coração de lado e solta um "bitch, please!", esperando que ele se acalme e aprenda a ser mais maleável.

E mesmo cambaleante e incerta, você segue a vida. Sai com os amigos, se diverte, tira boas fotos da noite. Promete que nunca mais vai querer saber da vida alheia, ou dos casos alheios. Que se foda! A partir de agora vai seguir todos os conselhos que vive dando para as amigas. Infelizmente, esse momento de lucidez dura pouco. Logo você está se perguntando como e por quê. Faz parte. No fundo, você sabe que ninguém é obrigado. 

Via We Heart It

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eu vou vivendo e tentando não fazer tempestade em copo d'água. Por isso, às vezes me calo. Para não falar demais, para não me expor.

Aproveito esse tempo e reflito, sem má vontade, sobre tudo o que aconteceu. Chego a conclusões e no segundo seguinte mudo de ideia. Isso é comum, é humano. Mas as pessoas não parecem dispostas a compreender que o silêncio, aquele sem a intenção de deixar dúvidas ou machucar, é melhor do que algumas palavras impensadas, das quais a gente vai se arrepender no segundo seguinte, na semana seguinte, ou quando se der conta de que aquela era a última chance de salvar o que a gente tanto amava.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não entendo


Eu me surpreendo cada dia mais como estou perdida nessa vida.

É sempre uma dúvida, uma incerteza.

Quero. Ficou difícil. Não quero mais. Essa é a minha realidade.

E se eu realmente largasse o que supostamente "desisto", talvez minha vida fosse até mais fácil. Mas eu insisto não pela teimosia, mas porque sei que algumas coisas merecem segundas chances e sei reconhecer um erro quando ele é meu.

O problema maior em admitir erros é que, muitas vezes, eu acabo inventando-os para justificar algo que não está dando certo. Fico lá pensando, me culpando, achando que poderia ter sido melhor se eu tivesse seguido um caminho diferente. Penso em fazer terapia, mas no instante seguinte começo acreditar que posso mudar sozinha.

Eu não posso. E que fique bem claro aqui, para eu não esquecer: EU. NÃO. POSSO.

Sozinha, não dá.

Ou acredito em amor e essas porras todas, ou desisto.

A Nicole open minded, it’s all about share, never take it seriously parece ter morrido. Agora é forte, intenso, babaca e não correspondido. Essa última parte eu não posso afirmar com certeza.

Eu só queria dizer que tenho uma nova obsessão. E que eu preciso de uma ajuda para balancear o tipo de pensamento que eu tenho tido.

Eu não posso achar alguém um mentiroso-filho-da-puta em uma hora e um babaca-apaixonado na outra. Não faz sentido.

É errado cobrar perfeição. É errado querer prender alguém. É errado esperar que correspondam às minhas expectativas. É o que eu acredito com todas as minhas forças e são meus erros de todos os dias.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Carta aberta

Você deve estar se perguntando como é para mim, saber que você está de volta na minha vida, aliás, na dele.

Vamos deixar uma coisa clara aqui: eu sequer te conheço.

É verdade que nos vimos duas ou três vezes há uns anos atrás. Acho que chegamos até a nos cumprimentar, mas não vem ao caso. O máximo que eu sei... aliás, sejamos justas, o máximo que consigo interpretar de você, de acordo com o que ouvi dizerem, é que você é uma garota mimada, ciumenta, estressada e confusa. Eu posso ser um pouco de cada uma dessas coisas, dependendo do meu estado de humor, o que poderia causar uma simpatia em algum momento, embora isso nunca tenha acontecido.

Desculpe, não sei ir direto ao ponto.

Há alguns meses atrás, na verdade, enquanto tentava ignorar o fato de ter alguém 24 horas por dia, sete dias por semana, tentando estragar aquilo que era bom, eu me perguntava se não seria melhor que você estivesse próxima, me odiando, ao invés dessa pessoa. Muitas vezes cheguei à conclusão que sim, seria melhor. E então veio a notícia. Vocês se viram e se acertaram e eu deveria estar feliz.

No fundo, fiquei contente. Inventei algumas conversas entre nós e as maquiei com desculpas, fatos engraçados daquela época em que não nos falávamos, mas sabíamos muito uma da outra, brincadeiras entre nós duas e entre nós três.

Juro, tantas vezes tive o impulso de te adicionar no twitter ou no facebook, de me aproximar, de mostrar que eu não sou nada daquilo o que você provavelmente acha que sou. E, ao mesmo tempo, desejava descobrir que você também poderia ser engraçada, divertida e compreensiva quando quer ou com quem gosta. Cheguei a desejar que você gostasse de mim. Hoje isso parece besteira para mim e minha única certeza é a de que você continua me odiando. Bom, eu não me lembro de ter dado motivos para o contrário, então está ok.

Desta forma, eu continuo minha vida. Às vezes, finjo que você não existe. Outras vezes, não tem como, eu preferia que você tivesse explodido nesses anos que passaram. Também tenho meus momentos de "tudo poderia ser diferente", é claro. No fundo, seria melhor te encarar logo, mas quando? Eu não sei. Não vou dar primeiros passos para algo que pode me levar a lugar nenhum. Eu espero que essa oportunidade apareça, mais cedo ou mais tarde. Espero que você se arrependa de cada palavra torta sobre mim, de cada briguinha à distância, desses anos todos tentando me afastar.

Sinceramente,

a última pessoa no mundo que você gostaria de ver ao lado dele.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pensamento

Am I just another scene from a movie that you've seen one hundred times?


Acho até engraçado que eu não consiga mudar ou me livrar desse hábito de esperar demais dos outros. Às vezes eu queria voltar no tempo e descobrir se algum dia isso correspondeu às minhas atuais expectativas, mas sempre desisto no segundo seguinte por que:

1) Naquela época eu não era como sou hoje;

2) Tenho medo das conclusões que posso tirar.

Acho mesmo que vale mais a pena viver o hoje. Não (só) porque tenho medo de olhar pra trás, mas porque a vida tem me mostrado isso. É mais fácil. Porque sempre que você lembrar do passado, as lembranças mais dolorosas são aquelas que vão ficar mais claras. De tão distorcidas, algumas boas lembranças parecem até sonhos.

E o pior (ou seria melhor?) é quando num segundo a pessoa te decepciona e no outro está te fazendo muito feliz. Você fica achando que o erro é seu, mas nem é. É só seu jeito. Muito provavelmente isso vai mudar. E se não mudar, alguém nesse mundo enorme vai ter que te aceitar. Quem sabe esse alguém que está do seu lado agora?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

As aulas que não ensinam

São quatro anos, oito semestres, sabe Deus quantos dias, semanas, horas, minutos e segundos dedicados a aprender as técnicas e macetes daquilo que, aos 17 anos, resolvi fazer pelo resto da minha vida - e só de pensar que nada é definitivo dá até aquela preguicinha.

Mas vamos aos fatos: último ano de faculdade.

Cansaço, estresse, desânimo, misturam-se com esperança, alegria de ver a luz no fim do túnel e aqueles cinco minutos de alegria quando você acha a frase certa, que se encaixa perfeitamente no último parágrafo da conclusão de mais um capítulo do TCC.

No meio de tudo isso a gente só quer um professor que acolha, aconselhe, escute e explique, com sinceridade, os rumos que ele acredita serem os melhores para o Trabalho de Confusão Conclusão de Curso.

Não é a intenção questionar os métodos de ensino dos meus professores, até porque, acho certo eles quererem tirar o melhor dos alunos; mas passar trabalhos extras e provas em meio a um turbilhão chamado TCC é um pouco desumano, não acham?

Na próxima terça-feira farei uma prova cujo conteúdo será tirado de três livros, um deles com mais de quatrocentas páginas! Tudo bem que o conteúdo nada mais é do que a matéria aprendida durante os quatro anos de faculdade, mas mesmo assim me parece sobrecarregado.

Não seria melhor ter passado uma prova deste tipo no bimestre passado, quando estávamos nos preparando para o nosso trabalho final?

A sala pensou seriamente em conversar com o professor sobre o cancelamento da avaliação, mas na verdade ninguém tem coragem. Claro que os professores tem que ter controle sobre seus alunos, ou a coisa toda não funciona, mas nesse caso, só nesses dois últimos semestres, eu gostaria de ter mais que um professor apenas.

Precisamos de líderes que ajudem a superar toda a pressão que nos cerca nessa última etapa e que tirem de nós o nosso melhor.

Enquanto isso, a lousa toda escrita parece um borrão, o cansaço nos vence e qualquer piadinha infame parece mais interessante que a Consultoria em Relações Públicas.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O agora

Cá estou para responder o meme que a Nat me passou há uns dias (semanas?) atrás. Trata-se de completar as frases de acordo com o que você está vivendo no momento. O título deve ser "Aos (insira sua idade)". Fiquei sabendo que quem inventou essa lindeza foi a Tadsh e só tem gente phyna, elegante e sincera respondendo. Vamos acompanhar.



Aos 20...

Eu sou... instável.
Eu quero ser... equilibrada.
Na minha casa... eu me sinto segura.
Eu encano com... amigos do meu namorado que não fazem questão de mim.
E acredito em... música.
Tenho medo de... esquecer tudo de bom que já vivi.
Acho graça em... coisas bobas que meu namorado faz.
Choro com... pensamentos bobos que geralmente não levam a nada.
Não vivo sem... música.
Tenho mania de... dormir de sutiã.
Meus três melhores amigos são... um mistério.
Eu tenho como heróis... pessoas que fizeram algo significativo.
Meu sex symbol... tem as coxas mais lindas do mundo e é meu namorado <3
O amor é... foda e faz doer, estando certo ou errado. (meio que quotei Avril Lavigne, não me julguem!)
Meu livro de cabeceira é... minha agenda.
Meu vinil preferido é... um que ainda não comprei.
Meu sapato favorito é... um que ainda não comprei.
No meu armário não falta... vestidos, de todas as cores e estilos. Minha balada preferida... tem música boa, caipirinha barata e gente educada.
Minha luta é... comigo mesma.
Meu maior fora foi... envolver o cara que eu gostava em uma briga sem sentido.
Minha bola dentro... conquistar meu amor platônico; por uma noite.
As pessoas acham que... sou metida.
Mas eu juro... que meu nariz empinado (tô falando de anatomia!) é genético.
O que eu mais ouço... é a palavra "TCC".
Eu me sinto livre... quando estou com ele.
Rezo por/para... que tudo dê certo.
Meu ponto fraco... é me importar com detalhes.
Meu grande charme... só meu namorado pode dizer o que é.
No chuveiro, eu canto... o que vem na cabeça.
De madrugada, eu... tenho as melhores inspirações.
Meu meio de transporte é... sempre uma surpresa.
Eu tenho ilusão de... contratar o My Chemical Romance para tocar em uma gaiola suspensa no meu casamento. Sério.
Se alguém disser que eu serei presidente... eu agradeço, mas não boto muita fé não.


A foto não é obrigatória, mas acho que fica mais bonitinho.

Para responder esse meme eu vou indicar a Mel, uma das minhas melhores descobertas dos últimos 20 anos!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Fez-se necessário - I


Abrir mão de coisas que você ama é difícil. Por exemplo, mesmo que minha mãe tivesse uma doença altamente contagiosa eu ficaria do lado dela, literalmente, até o fim. Agora, se eu soubesse que um pedaço de chocolate poderia me matar, eu não comeria mais. Simples assim.

Coisas que você ama x Coisas que você gosta

Vamos pensar de uma outra forma: eu gosto de chocolate, chocolate não me faz nenhum mal, pelo contrário, faz um bem danado e acaba com meu estresse! Porém, mamãe tem alergia. Suponhamos que ela não possa nem chegar perto desse pedacinho do céu. E aí, o que eu faço?

Obviamente, eu como o chocolate escondido!

Um, dois, três tabletes. Lambuzo os dedos, a boca, o rosto. Não parece ainda mais delicioso quando a gente não pode? Mesmo porque, se a gente for pensar, quem não pode comer é a minha mãe e não eu.

E assim vai, eu me enchendo chocolate escondida e minha mãe feliz, afinal, o que os olhos não veem o coração não sente, não é mesmo? E, por mais que eu saiba que posso viver sem ele, vou continuar comendo, só porque eu sei que, se fizer tudo escondido, minha mãe nunca vai saber.

Ok, esse não foi o melhor exemplo que eu poderia dar, mas tentem compreender.

A questão é: não consigo alcançar a importância que a porra do "chocolate" tem para X. É amor? Por que descobriu só agora então?

Por que você não para de fazer algo mesmo sabendo que machuca, que desgasta?

Tudo questão de vaidade? Um plano B para o caso do outro doce - aquele que é prioridade, pelo menos no momento - acabar?

Eu parei para analisar a situação várias vezes, na verdade. No caso, essa coisa de não conseguir abrir mão de algo. Além de querer entender o que acontece, trabalhei nas justificativas, no por que eu deveria deixar passar. E então eu tenho tudo isso, mas enquanto a cabeça fala uma coisa, o coração age de outra forma. Ou o contrário, porque de uns tempos pra cá tenho achado que é a minha cabeça que está contra mim.

Não sei se deveria fazer isso, mas vamos lá jogar as coisas na cara dos outros: eu abri mão de um milhão de coisas por N motivos e, por mais que eu pense, não me arrependo de nada, em nenhum momento.

E essas coisas significavam MUITO. Essas coisas eram o futuro que eu queria para mim, fosse como hobby ou profissão. E eu sei que X também não alcança a importância dessas coisas para mim. E eu entendi, aceitei, abri mão.

Enfim, abri os olhos.

Tornando a conversa mais aberta novamente, vou ficar um pouco mais filha da puta já que de idiota o mundo tá cheio. E eu nem sei o que isso significa porque esqueci como era a vida antes do que eu tô vivendo agora.

Provavelmente eu machuque mais porque essa brincadeira de só levar na cabeça perdeu a graça. Aí eu vou começar a gostar de procurar as coisas, juntar provas e fazer uma besteira bem grande só para depois poder dizer "Mas foi você quem começou!"

E é pode ser que isso não seja muito minha cara, então eu vou só dizer tchau para o que eu amo.

E aí X pode ficar com o que gosta. Vamos ver o que vale mais a pena?

Por mim, tudo bem.

These feelings I can't shake no more

These feelings are running out the door
I can feel it falling down

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Oh hey! Happy you notice me!

Gasto algum tempo ajeitando o meu Anotae, pensando no quanto estou ferrada para terminar tudo o que tenho que fazer ainda hoje; planejando meu almoço de 10 minutos e como farei para ler os textos que estão de ponta cabeça no computador.

O tempo passa relativamente rápido e eu vejo as coisas se desenrolando. Percebo que o blog está cada dia mais longe de uma válvula de escape porque as pessoas leem e querem realmente saber o que acontece e por que escrevo determinados textos, sendo que as vezes nem eu sei. Nem tudo tem um por quê. E quem garante que você não vai se arrepender de ter perguntado, caso eu responda?

Mas tudo bem porque eu adoro comentários e eu amo saber que tem gente lendo O Resto é Lenda. Do contrário, por que diabos eu escreveria?!

Desabafo? Talvez. Não sou dessas. Não totalmente.

Tem dias que eu queria vir aqui e postar uma foto da blusa que comprei no dia ou o esmalte da semana. Não cola, não cabe aqui. Acho que criei um monstro.

Uma terapiazinha, quem quer?

Eu preferia voltar a dançar, ir ao inglês e conhecer minhas bandas favoritas. Mas a gente tem limites. A gente os impõe e depois fica preso no buraco que cavou.

No caso, brigando, sufocando, gritando e implorando por um minuto de atenção. Daquela atenção que era banal tempos atrás. Ela vinha, sem precisar de esforço.

Aí você pensa "Porra, não tô valendo nada?"

E não tem resposta. É só o eco dentro da cabeça vazia.

Não vale a pena gastar tempo pensando, calculando, procurando onde foi o erro, quem errou, quando foi. Quanda chatice, você já foi mais legal!

A boa notícia é: talvez tenha solução.
A má notícia: não faço ideia do que possa ser.

On a side note: provavelmente, quando eu descobrir, vai gerar dor e sofrimento. Só porque a vida, essa desgraçada, é isso! A gente chora com a esperança de acordar no dia seguinte e ter por que sorrir novamente.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Página em branco

Espero que perdoe minha incapacidade de falar sobre você. Para tentar compensar a ausência de palavras, preparei uma página em branco que poderemos preencher juntos. Parabéns!



Esse post é dedicado ao @igorkussaba e nosso primeiro ano de namoro!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Bondade, gentileza e honestidade

Acho que existe uma comunidade no orkut com o mesmo nome desse post e, não por acaso, eu participo dela. Acredito que bondade, gentileza e honestidade são virtudes essenciais para uma boa comunicacão, interacão e vida em sociedade.

Todos os dias acordo às 5h para conseguir chegar ao trabalho às 7h. Meu cargo é de recepcionista, ou seja, sou o primeiro e o ultimo rosto que nossos clientes e funcionarios veem quando aqui entram e daqui saem. Por esse motivo, meu maior e melhor instrumento de trabalho são essas tres virtudes acima citadas.

Infelizmente, isso nem sempre é o bastante. Voce já deve ter percebido que qualquer coisa que facamos em nosso dia-a-dia exige as mãos de outras pessoas. Por mais que isso esteja implícito, se pararmos para pensar, é impossível fazer qualquer coisa sozinhos.

O fato é que às 08h21 da manhã de hoje eu já tinha levado dois esporros, de duas pessoas diferentes. Em ambos os casos, eu estava tentando fazer minhas obrigacões da maneira correta.

Se fosse qualquer outro dia eu iria responder, ser educada só para provocar, ou simplesmente ignorar. Mas hoje não. Hoje eu chorei.

Não sei se é a tpm, ou o saco cheio da minha atual situacão, só sei que não consegui me controlar. Por sorte, não tive que olhar na cara dessas pessoas, ou teria sido pior.

Apesar da atitude fraca, ainda reconheco a Nicole usual. Aqui estou eu pensando nas duas pessoas que me trataram mal. Quem são elas? Onde moram? Como é seu trabalho? Será que eles tem família? Será que eles são o homem\mulher da casa? Será que estão passando por algum problema grave?

É muito fácil tornar-se uma pessoa amarga nessas situacões e eu procuro sempre pensar nos motivos que levam as pessoas a agir de tal maneira. Muitas vezes me acho besta por isso, mas parece inevitável para mim.
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