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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Lista de aniversário

Sempre que chega perto do meu aniversário, eu sinto uma vontade enorme de comemorar. Gosto muito de reunir os amigos, celebrar a vida, juntar grupos distintos que fazem parte do meu dia a dia.

Em 2013, fazer a lista de convidados da festa acabou me levando a uma série de reflexões. Esse ano foi bem diferente. Tomei a decisão de afastar de mim algumas pessoas que não me faziam bem, atitude que adiei durante um longo período. Na verdade, eu achava que isso não era necessário. Porém, no decorrer desses meses, fui me certificando de que realmente algumas pessoas ficaram no passado. 

Foi preciso ser sincera comigo mesma e decidir se eu continuaria empurrando minha presença goela abaixo nos outros ou aceitaria que nada voltará a ser como antes e desapegaria de uma vez. Eu escolhi a segunda opção.

É chato, bem chato. Chega a ser inevitável imaginar como poderia ser divertido ter ao meu lado aqueles que em algum momento foram indispensáveis para mim. Infelizmente, a realidade é uma só: nós não somos mais importantes uns para os outros.

Terminei minha lista. Alguns velhos amigos, outros que conheci há bem pouco tempo, pessoas que espero ter contato durante muitos e muitos anos. Alguns estão numa lista de espera, até que meu bom senso decida se eu deveria ou não convidá-los.

Acima de tudo, em poucos dias começa um novo ciclo. Com ele, espero que eu possa ser cada dia mais rodeada de pessoas que me querem bem. E também desejo, de coração, que meus antigos amigos saibam valorizar o período que passamos juntos. Só assim conseguiremos ser pessoas melhores.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Quero ser Mulher Maravilha

É incrível como a gente sempre acha que sabe o que é melhor pros outros. Todos tem um conselho mágico, uma receitinha perfeita, um truque na manga que irá resolver os dilemas do próximo, não importa se é para o sobrinho de quatro anos aprendendo a andar de bicicleta ou para a avó de 84 tentando lidar com a velhice. A pessoa pode ainda nem ter notado a existência daquele problema e nós já estamos lá, prontos para apontar o melhor caminho. 

Involuntariamente, a gente acaba achando que pode ensinar as pessoas a viver. Porém, quando olhamos para nossas próprias vidas, percebemos que temos muito o que cuidar nelas, muito caos para colocar em ordem. Mas, mesmo assim, insistimos em querer saber o que é melhor não para nós, mas para quem conhecemos.

Talvez isso aconteça porque é muito mais fácil pensar em soluções racionais para os problemas dos outros do que para os nossos. É muito mais fácil olhar para fora do que para dentro. Às vezes, a gente até sabe como melhorar as coisas, mas tem medo de sofrer ainda mais e prefere ficar com o que já está acostumado.

A boa notícia é uma conclusão a qual cheguei há poucos minutos: nós só temos vontade de consertar a vida de quem a gente quer bem. Se não fizesse falta e se fosse indiferente, não haveria preocupação e perca de tempo tentando encontrar o melhor jeito de solucionar os dilemas alheios.

Então é isso, amigos. Perdoem-me se algum dia eu faltar com jeito, mas só quero reservar meu lugarzinho no céu ajudando vocês a arrumar a vida, enquanto deixo meus problemas para depois. Aceito conselhos!


Calma, amgs! Tô indo te salvar toda sensual de hot pants ;)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Amigos Errados

Na vida, eventualmente gostamos de pessoas que não tem nada a ver com a gente: a menina que dá em cima de caras comprometidos - enquanto você xinga a vagabunda que não sai do pé do seu namorado -; o garoto que não estuda e, enquanto decide o que quer fazer do futuro, fuma uns (muitos) baseados; o piadista que só conta piada machista; o colega que tem ótimos discos mas nunca aceita uma opinião contrária, ele sempre está certo - quem nunca?! -; alguém que só pensa em pegar todas na balada, mas se faz de menino carente nas redes sociais; a amiga do tipo "o mundo vai acabar e ela só quer dançar", que nunca te convida para um programa mais leve, para o qual você poderia levar seu namorado; entre muitos outros tipos.

E talvez essas pessoas em algum momento se tornem o seu porto seguro, o ombro amigo para o qual você vai correr sempre que precisar. Ou, talvez, elas sejam apenas passageiros temporários na sua longa jornada. O fato é que se você não der uma chance a eles, nunca vai saber.

Não julgar as pessoas é uma tarefa complicada, difícil, quase impossível. Por isso é sempre bom ter um amigo errado para as horas certas.

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