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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Escolho ser feliz

Martha Medeiros diz que a felicidade é uma combinação de sorte com escolhas bem feitas. Pensando bem, percebo que já tive muitas oportunidades de mudar o foco e seguir outro caminho, um caminho só meu. O fato é que eu sempre pude contar com a sorte, mas nunca soube fazer escolhas certas. E nunca reconheci esses erros por não querer colocar um peso desse nos meus próprios ombros. Acontece que, no final do dia, o peso está lá de qualquer forma e ninguém, além de mim, pode ser culpado por isso.
 
Eu nunca achei fácil fazer a escolha certa. Na verdade, ás vezes ela parece ser a mais difícil de se colocar em prática. Então talvez eu tenha escolhido o que me pareceu mais familiar e fácil de lidar. Com o tempo, porém, percebi que nenhuma escolha tem a garantia de consequências seguramente boas ou fáceis de conviver, porque o futuro acaba sempre por nos surpreender.
 
Fazer escolhas não se tornou mais fácil desde que eu me dei conta de todas essas coisas. O ato de colocar a felicidade em minhas próprias mãos já é difícil. Seria mais fácil entregar essa responsabilidade aos pais, ao irmão, ao namorado, mas isso é impossível. Chega uma hora que não dá mais para simplesmente lamentar o que aconteceu, é preciso dar o primeiro passo para a mudança, é preciso fazer novas escolhas.
 
Também aprendi que nem sempre estamos prontos para fazer novas escolhas e encarar as mudanças, mas mesmo assim elas são necessárias e a gente vai amadurecendo no caminho. A vida passa muito rápido para esperar o que acreditamos ser o momento certo. Eu me decidi, não vou mais esperar.
 
claimont | via Tumblr
Viver é como andar de bicicleta: é preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio. - Albert Einstein
 
 
 
 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eu queria ser Paula

A Paula era uns dois anos mais velha que eu. Não lembro bem minha idade na época, mas, se não me engano, eu estava na quarta e ela estava na sexta série.

Nunca fui amiga da Paula. Eu ficava sentada no meu canto, observando o jeito da garota falar, andar, gesticular. Não sei, eu a achava legal. Eu admirava a Paula, vai saber o por quê.

Acho que ela era meio rebelde e lembro que só andava com meninas mais velhas. Tinha a voz rouca e eu acho voz rouca a coisa mais linda que uma mulher pode ter, mais sensual que bunda, peito, coxa. Mas isso é assunto para outro post.

Naquela época, minha tia me contou que ela cantava. Eu também cantava, mas ela tinha a rouquidão. Enquanto eu era Sandy, Paula era Cassia Eller. Paula era Pagu, era fodona. A Paula transava e falava palavrão. Não que eu tivesse vontade de transar ou falar palavrão quando estava na quarta série, mas a Paula era quase um livro para mim, era a coragem de ser quem ela queria ser. Ela podia.

Paula fumava. Ou não fumava, nem me lembro. Mas, se não fumava antes, aposto que hoje ela fuma, só porque é a cara da Paula!

Paula tinha o cabelo mais lindo e o sorriso mais sincero, daqueles que aparecem a qualquer hora do dia, assim, sem motivo. Ela também fazia teatro.

Eu não a vejo há muito tempo, não sei mais quem é. Acho que faz cinema e usa maconha com os amigos ouvindo jazz e dançando pela sala de pés descalços.

Não gostaria da Paula na igreja ou na administração. Seria chato, seria velho, não seria Paula.

Ela não deve namorar porque não acho que curte compromisso sério. Paula é mulher plena, não aceita porrada de homem, nem de mulher. Ela parte pra cima, mas nunca arma barraco.Paula deve saber ser discreta e entender de alguma coisa tipo vinho ou Chico Buarque. Talvez os dois.

Quem é Paula que eu não sei? Nunca soube. Nunca vou saber.

Não conheci a Paula de verdade, mas criei mil histórias, roteiros de filmes e livros para tentar descobrir. Qualquer dia eu faço uma música sobre a Paula. Se é que já não fizeram por mim.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Bondade, gentileza e honestidade

Acho que existe uma comunidade no orkut com o mesmo nome desse post e, não por acaso, eu participo dela. Acredito que bondade, gentileza e honestidade são virtudes essenciais para uma boa comunicacão, interacão e vida em sociedade.

Todos os dias acordo às 5h para conseguir chegar ao trabalho às 7h. Meu cargo é de recepcionista, ou seja, sou o primeiro e o ultimo rosto que nossos clientes e funcionarios veem quando aqui entram e daqui saem. Por esse motivo, meu maior e melhor instrumento de trabalho são essas tres virtudes acima citadas.

Infelizmente, isso nem sempre é o bastante. Voce já deve ter percebido que qualquer coisa que facamos em nosso dia-a-dia exige as mãos de outras pessoas. Por mais que isso esteja implícito, se pararmos para pensar, é impossível fazer qualquer coisa sozinhos.

O fato é que às 08h21 da manhã de hoje eu já tinha levado dois esporros, de duas pessoas diferentes. Em ambos os casos, eu estava tentando fazer minhas obrigacões da maneira correta.

Se fosse qualquer outro dia eu iria responder, ser educada só para provocar, ou simplesmente ignorar. Mas hoje não. Hoje eu chorei.

Não sei se é a tpm, ou o saco cheio da minha atual situacão, só sei que não consegui me controlar. Por sorte, não tive que olhar na cara dessas pessoas, ou teria sido pior.

Apesar da atitude fraca, ainda reconheco a Nicole usual. Aqui estou eu pensando nas duas pessoas que me trataram mal. Quem são elas? Onde moram? Como é seu trabalho? Será que eles tem família? Será que eles são o homem\mulher da casa? Será que estão passando por algum problema grave?

É muito fácil tornar-se uma pessoa amarga nessas situacões e eu procuro sempre pensar nos motivos que levam as pessoas a agir de tal maneira. Muitas vezes me acho besta por isso, mas parece inevitável para mim.
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