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sexta-feira, 22 de março de 2013

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Só hoje eu fui me dar conta: há mais de dez álbuns baixados no meu novo notebook, inclusive aquele que eu não paro de ouvir pelo Soundcloud, todos compactados.

Pode parecer preguiça, mas não é. Simplesmente não tem mais a mesma graça, o mesmo gosto, a mesma sensação excitante da espera por novas músicas.

Eu baixo os álbuns e eles ficam aqui, guardados em suas pastas, esperando que eu me dê ao trabalho.

Mas eu não me dou ao trabalho. Porque você me destruiu e me reconstruiu e, desde então, eu espero a próxima mensagem, o próximo encontro, o próximo desastre. Eu nunca espero pela próxima música.

Eu não tenho mais uma banda favorita e não acompanho o trabalho de artista algum, para dizer a verdade. Nem lembro quando foi o último show que eu pude ir ou que eu realmente quis ir.

Talvez isso esteja mudando. Talvez isso mude realmente no dia 06/04, bem longe da minha zona de conforto, no caminho conturbado entre meu novo lar temporário e uma casa de shows sobre a qual eu não me informei porque ainda é difícil acreditar no futuro que me espera.

Então passo os dias me certificando de que é melhor assim e alimentando a esperança de que, talvez, depois de um período de distancias, saudade e mais uma porção de feridas abertas, a gente se ache de novo por aí e veja que, realmente, nenhuma música, álbum, banda ou artista vai ser a mesma coisa se não estivermos juntos.

Via Instagram

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2013

Hoje de manhã caí na besteira de ir até meu antigo fotolog e gastar uns 15 minutos passeando por aquelas páginas de fotos e frases que já não correspondem mais a quem eu sou. Pode parecer besteira, mas foi o suficiente para trazer uma onda de nostalgia. E aí, já viu: aperto no coração, saudade de um tempo que não volta, de um 2009 quando tudo era fácil. Festas, shows, faculdade, amigos da escola, amores platônicos, trabalho que me dava dinheiro o suficiente, até sobrava. Logo hoje, três de janeiro de 2013, quando eu deveria estar olhando para frente, refletindo sobre o futuro, olha só o que resolvo fazer comigo mesma.

Aceito essa minha auto-sabotagem, procuro não ultrapassar a linha da sanidade. Um pouco de melancolia não faz mal a ninguém, mas a tristeza eu tô afastando.
E eu, que não faço planos porque tenho medo de não corresponder às minhas próprias expectativas e me frustrar, resolvi ter planos com o único objetivo de simplificar a minha vida. Isso porque a frustração, aprendi em 2012, é inevitável e pode até ensinar. Então, para esse ano eu quero:

1- Ser mais organizada;
2- Viajar para fora do país.
Só isso?!

Só isso sim. De resto, o que vier é lucro, meu bem! E eu estou sempre preparada para ganhar um pouquinho a mais

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Hoje eu Acordei Pensando no Menino

Eu não estou acostumada a aventuras assim. Ainda me pergunto como foi possível viver tanto, em tão pouco tempo!

Eu não estava acostumada a ceder rapidamente, à intensidade, aos cabelos enrolados que eu enroscava em meus dedos, às marcas quadradinhas do cobertor em minha pele.

Tão atrapalhados que somos, vivíamos a nos interromper, falando ao mesmo tempo, discordando discretamente, pensando mil vezes antes de falar e preferindo calar na maioria das vezes.

Nada em comum, tudo incomum.

Como um furacão, você passou e foi embora. Foi para que tomassem seu lugar, para que eu pudesse finalmente me sentir feliz, sem nenhuma dúvida do que viria pela frente. E, que pena, nada aconteceu como pensei. As dúvidas não acabaram, a dor se intensificou. Nunca consegui me sentir completa. Nunca consegui perdoar. Talvez a culpa seja minha e só minha. Eu não coloco em dúvida minha parcela de culpa neste caso, para ser sincera. Apenas tento não me afundar em um poço de autodestruição.

Por que escrevo isso agora? Nem eu sei.

Talvez porque eu tenho saudade. Não tanto quanto antes, é verdade. Mas ainda sinto saudade. Talvez porque sonhei a noite inteira com você. Foi assim: te encontrei no meio de um supermercado escuro e grande. Esqueci as compras corri ao seu encontro pedi desculpas não lembro se te beijei. Foi bom. Seu sorriso fez bem, mas acordei com o mesmo peso no coração, a mesma falta de ar, os mesmo motivos de ontem para tanto insistir quanto desistir.

Talvez aquela tenha sido a única vez em que não me preocupei com o que os outros pensariam de mim. E eu quero viver tudo de novo. Quero a companhia, a preocupação, o carinho, as ligações que melhoravam meus piores dias, a ansiedade para brincar de se amar só por um final de semana, até que a gente se falaria na quarta-feira seguinte para combinar o sábado próximo. E eu prometo que não vou me perder.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Cheers

Tentar esquecer, deixar ir, refazer planos, virar o mundo de cabeça pra baixo, chorar, sorrir, beber até cair, levantar, abraçar o que te faz bem, descobrir outros caminhos, sentir saudade, superar, aprender com os erros, errar de novo, começar mil livros e terminar apenas um, fazer amigos, encontrar velhos conhecidos, sentir saudade de novo, superar novamente, caminhar sem rumo, encontrar motivos para recomeçar, gostar de músicas que antes não tinham graça, fazer coisas que nunca tinha feito,  pular sete ondas, acreditar que pode mudar, acreditar que para tudo há uma razão, amar-se, viver com a dor, viver para se curar, simplesmente viver.

"Há vida?"

Há vida.

À vida, um brinde!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vai Passar

"Vai passar", eles dizem. E ninguém entende que é esse o problema: vai passar. Um dia vai passar.

Enquanto os ponteiros do relógio giram, os dias vão embora e as semanas se transformam em meses, tudo o que aconteceu vai ficando no passado. E dói. Dói porque em pouco tempo não vai mais ter dor, nem saudade e nem vontade de voltar. Porque, como eles dizem, vai passar.

E aí toda a história, todos os momentos, as músicas, as alegrias e tristezas compartilhadas, as brigas, os sorrisos, as bebidas e porções, os sábados e domingos, os feriados, as panquecas, as palavras de amor, os pés roçando uns nos outros, os abraços, os beijos, o cheiro, tudo o que eu amava vai passar.

Um dia acordarei e não terá mais nada guardado que eu queira compartilhar, nem dor no peito que eu queira aliviar. Porque dor e sofrimento acabam rápido. E com eles, tudo o que os causou, por melhor que tenha sido.

Por mais que eu queira guardar tudo em um lugar seguro, dentro de mim, e esperar até que tudo possa voltar ao que era antes, não posso impedir que o  meu coração se cure, que as feridas se fechem ou que as lembranças virem pó.

É inevitável e está acontecendo neste instante, enquanto eu escrevo para que a pessoa mais importante não leia. Não vai ler, não vai saber e, em pouco tempo, sequer vai existir para mim.

É estranho assistir aos últimos suspiros de um sentimento e não ter como salvá-lo, ou não ter por que tentar.

E o tempo é essa coisa que eu sempre soube que influenciaria, sempre cuidei para que estivessemos juntos na hora certa. Falhei por brincar de tomar decisões quando não estava preparada e, mais tarde eu saberia, nem você.

Hoje o tempo cobra. Ele cobra maturidade, perseverança, bom senso, respeito e segurança em cada passo que dou, entre outras coisas que não vou saber citar agora. Ele cobra, acima de tudo, as consequencias de um ato certo feito na hora errada.

Em troca, leva tudo o que passou, tudo o que foi bonito, aquilo que levou tanto tempo para ser construído. Ele tira de mim, de nós.

E as pessoas insistem em dizer que vai passar, como se isso fosse um alívio.

Texto escrito em meados de outubro ou novembro, não lembro bem.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Carta Aberta Para Agosto

Querido Agosto,

hoje senti a necessidade de agradecer o seu sempre amigo período de trinta e um dias. Este ano, como todos os outros dos quais tenho lembrança - e vamos fingir, pela nossa amizade, que não são apenas os três últimos de todos os que já vivi - você foi calmo, delicado, gentil. Trouxe algumas tristezas e bastante alegrias. Em 2011, inclusive, nem o frio pesou tanto como era comum.

A essa altura, imagino que você estava me preparando para as complicações de Setembro e Outubro, esses sim uns meses danados! Não que seja minha intenção desmerecê-los, muito pelo contrário, acredito que houve sempre coisas boas para cada um deles, apenas não me lembro no momento.

Caio Fernando Abreu uma vez escreveu Sugestões Para Atravessar Agosto, mas não acho que tenha sido ele o primeiro a te olhar com desconfiança. Devo até dizer que, em algum momento, você pecou. Não sei se pelo frio, não sei se pela posição da lua, mas acho que alguma coisa aconteceu, assim, sem que você percebesse, para atrair tamanha descrença. Não fique triste, muitas vezes erramos sem notar, só percebemos quando as pessoas passam a se afastar de nós, tornando os equívocos mais aparentes. E quem não erra, não é verdade?

Agosto que te quero bem, por mais que as pessoas façam piada, brinquem que você é ruim, traz confusão, leva amores, traz dores, quero... ou melhor, preciso... eu preciso que saiba: todo mês pode ser melhor, se a gente quiser. Você querendo daí, a gente querendo daqui e vai dar tudo certo. Quando tiver chuva, vai ter chá quentinho, abraço de amiga (ou namorado, quem sabe?), cobertores macios. E quando for calor, vai ter risada alta, piscina, coca-cola gelada. Os dias vão ser cheios e as noites agitadas, exceto quando a gente precisar de silêncio, aí é só dar um céu bonito para ser contemplado.

E pronto, o mês passou. Logo passa o ano, a vida toda, como filme.

Vou encerrando minha carta aqui, espero que tenha tempo para ler e tempo para refletir, que é a parte mais importante.

Amo você como amo Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro e a vida. Ela toda, mesmo quando não tá tão bom assim.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Se fosse doença, eu chamaria de bipolaridade

Quero aprender a não querer dar colo, carinho, abraço, apoio. Quero cegar os olhos da alma, que enxergam tão fundo toda a insegurança. Preciso esquecer aquilo tudo tão bom e esquecer aquilo tudo tão mal e tudo o que é difícil de esquecer.

Vou dar tempo ao tempo e o tempo é você. Pra respirar, pra que te ame e me odeie, pra machucar, pra descobrir outros corpos e outros olhos, eu e você.

Vai ter riso, vai ter choro e vai ter fuga. É um milhão de músicas tocando ao mesmo tempo, formando um só som que a gente não sabe o que é. Pode ser que sim, pode ser que não. Vai tocando e a gente vai ouvindo até conseguir escutar de verdade.

Escrever não é opção, meu amor. Bem queria eu deixar o coração quietinho, seu pensamento bem distante do meu, criando histórias e decifrando códigos. Deixa eu aqui falando com paredes que é melhor. Um dia me ouve, um dia lê e ri de mim, assim, com sorriso bonito que tudo fica bem.

Enquanto isso fico alagando o quarto, escondendo bilhetes, criando mágoas e as desfazendo, sorrindo grande, chorando alto, tudo pro meu prazer. E o dia só fica bom lá pelas 9h30 que é quando percebo o tamanho do mundo e o tempo a esperar.

Olha pela janela que tá um lindo dia frio lá fora. Dia desses de abraçar forte, proteger o corpo da chuva, afastar a mágoa e vestir a camiseta preta cheia de bolinhas brancas de tecido só pra tirá-las uma a uma durante o dia. Distração.

Não seja injusto, meu amor. O calor se foi só para você sorrir e não pra me fazer chorar.

Tenha cuidado. Penso com carinho em você. Pense com carinho em mim.- CFA

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Aliviar a dor

Vontade de culpar todo mundo que disse que daria certo antes mesmo de começar. Vontade de quebrar uma garrafa de tequila na minha própria cabeça. Vontade de culpar aqueles que tentaram incessantemente tirar a nossa paz se fingindo de amigo.

Mas as pessoas acreditavam como nós acreditávamos. E a tequila foi só uma desculpa. E os amigos são amigos, os interesseiros serão sempre interesseiros.

Você nunca deveria ter se afastado, eu nunca deveria ter me reaproximado. Ou a gente tinha mais é que errar para aprender. Não sei, nunca vou saber. No final, não foi um erro em nenhum momento. Acertamos em cheio. No peito.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Devo, não nego!

Devo um abraço à minha mãe; devo uma visita à prima grávida de gêmeas; devo um sorriso ao motorista do fretado; devo uma ligação aos amigos dos quais me afastei; devo uma vodka barata ao quase-amigo distante; devo paciência ao meu irmão; devo coerência às minhas opiniões; devo maior dedicação à dança; devo compreensão a quem mais odeio; devo paciência ao namorado; devo consciência ao meio-ambiente; devo leitura aos livros na minha estante; devo ser rica: de passado, presente e futuro.

Pago quando puder.

Rich, bitch!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Passado



Se não houvesse passado
Não haveria histórias
Não haveria lembranças
Ninguém aprenderia

                Que errar é humano
                Que crescer se escreve com SC
                Que palavras podem machucar

Se não houvesse passado
Não haveria do que desistir
Não existiria o porquê de desistir
Ninguém saberia o que é

                Amar
                Perdoar
                Recordar


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