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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

And A(nother) Happy New Year

Em 2012, minha mensagem de ano novo no Facebook continha o seguinte texto do Carlos Drummond de Andrade: 

"Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo; eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre". 

E assim foi 2013: um ano de tentativas, erros, acertos; repleto de aprendizagens e novas experiências.

Vivi muito além do que um dia fui capaz de imaginar que viveria. Arrumei minhas malas, enfrentei sozinha meu medo de avião, viajei dezesseis horas para passar um mês longe da minha família acreditando que eu não conseguiria ficar nem uma semana. Acabei ficando por quase quatro meses.

Conheci pessoas maravilhosas e outras nem tanto. Ganhei novos amigos, perdi outros. Fui surpreendida positivamente e me decepcionei também. Percebi quem estava do meu lado e quem não estava e, o mais importante, fui capaz de me afastar daqueles que não me faziam bem. O próximo passo é conseguir perdoar.

Amei muito, me apaixonei pelas pessoas erradas milhares de vezes e me apaixonei por uma mesma pessoa outras milhões. Tomei decisões corretas que feriram muito meu coração. Perdi. Aprendi que só o amor não é suficiente e a gente também precisa de respeito, foco, sabedoria para entender quando insistir e quando desistir de vez. 

Sorri muito e chorei também. Amadureci, resolvi meus problemas sozinha (ou pelo menos tentei). Pela primeira vez na vida estou convencida de que preciso ter planos, mesmo que eles mudem totalmente daqui um ano, uma semana, ou nas próximas horas; mesmo que eu não consiga alcançar tudo o que pretendo e acabe decepcionada.

Meu desejo para 2014 é que eu possa ter muitos outros recomeços, tantos quantos forem necessários. Que meus sorrisos sejam sempre maiores que as minhas dores e que eu tenha sempre abraços para me confortar. 

Estou aqui pronta e de braços abertos para o que esse ano me trouxer. Mas, acima de tudo, sei que uma nova Nicole surgiu nesse meio tempo e, primeiramente, preciso tratar de conhecê-la cada vez melhor. Quem for corajoso o bastante poderá me acompanhar nessa jornada. Não tem muito segredo, é só se juntar a mim como for mais conveniente para você: InstagramTwitter.

Nos vemos por aí!


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Escolho ser feliz

Martha Medeiros diz que a felicidade é uma combinação de sorte com escolhas bem feitas. Pensando bem, percebo que já tive muitas oportunidades de mudar o foco e seguir outro caminho, um caminho só meu. O fato é que eu sempre pude contar com a sorte, mas nunca soube fazer escolhas certas. E nunca reconheci esses erros por não querer colocar um peso desse nos meus próprios ombros. Acontece que, no final do dia, o peso está lá de qualquer forma e ninguém, além de mim, pode ser culpado por isso.
 
Eu nunca achei fácil fazer a escolha certa. Na verdade, ás vezes ela parece ser a mais difícil de se colocar em prática. Então talvez eu tenha escolhido o que me pareceu mais familiar e fácil de lidar. Com o tempo, porém, percebi que nenhuma escolha tem a garantia de consequências seguramente boas ou fáceis de conviver, porque o futuro acaba sempre por nos surpreender.
 
Fazer escolhas não se tornou mais fácil desde que eu me dei conta de todas essas coisas. O ato de colocar a felicidade em minhas próprias mãos já é difícil. Seria mais fácil entregar essa responsabilidade aos pais, ao irmão, ao namorado, mas isso é impossível. Chega uma hora que não dá mais para simplesmente lamentar o que aconteceu, é preciso dar o primeiro passo para a mudança, é preciso fazer novas escolhas.
 
Também aprendi que nem sempre estamos prontos para fazer novas escolhas e encarar as mudanças, mas mesmo assim elas são necessárias e a gente vai amadurecendo no caminho. A vida passa muito rápido para esperar o que acreditamos ser o momento certo. Eu me decidi, não vou mais esperar.
 
claimont | via Tumblr
Viver é como andar de bicicleta: é preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio. - Albert Einstein
 
 
 
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2013

Hoje de manhã caí na besteira de ir até meu antigo fotolog e gastar uns 15 minutos passeando por aquelas páginas de fotos e frases que já não correspondem mais a quem eu sou. Pode parecer besteira, mas foi o suficiente para trazer uma onda de nostalgia. E aí, já viu: aperto no coração, saudade de um tempo que não volta, de um 2009 quando tudo era fácil. Festas, shows, faculdade, amigos da escola, amores platônicos, trabalho que me dava dinheiro o suficiente, até sobrava. Logo hoje, três de janeiro de 2013, quando eu deveria estar olhando para frente, refletindo sobre o futuro, olha só o que resolvo fazer comigo mesma.

Aceito essa minha auto-sabotagem, procuro não ultrapassar a linha da sanidade. Um pouco de melancolia não faz mal a ninguém, mas a tristeza eu tô afastando.
E eu, que não faço planos porque tenho medo de não corresponder às minhas próprias expectativas e me frustrar, resolvi ter planos com o único objetivo de simplificar a minha vida. Isso porque a frustração, aprendi em 2012, é inevitável e pode até ensinar. Então, para esse ano eu quero:

1- Ser mais organizada;
2- Viajar para fora do país.
Só isso?!

Só isso sim. De resto, o que vier é lucro, meu bem! E eu estou sempre preparada para ganhar um pouquinho a mais

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Cheers

Tentar esquecer, deixar ir, refazer planos, virar o mundo de cabeça pra baixo, chorar, sorrir, beber até cair, levantar, abraçar o que te faz bem, descobrir outros caminhos, sentir saudade, superar, aprender com os erros, errar de novo, começar mil livros e terminar apenas um, fazer amigos, encontrar velhos conhecidos, sentir saudade de novo, superar novamente, caminhar sem rumo, encontrar motivos para recomeçar, gostar de músicas que antes não tinham graça, fazer coisas que nunca tinha feito,  pular sete ondas, acreditar que pode mudar, acreditar que para tudo há uma razão, amar-se, viver com a dor, viver para se curar, simplesmente viver.

"Há vida?"

Há vida.

À vida, um brinde!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vai Passar

"Vai passar", eles dizem. E ninguém entende que é esse o problema: vai passar. Um dia vai passar.

Enquanto os ponteiros do relógio giram, os dias vão embora e as semanas se transformam em meses, tudo o que aconteceu vai ficando no passado. E dói. Dói porque em pouco tempo não vai mais ter dor, nem saudade e nem vontade de voltar. Porque, como eles dizem, vai passar.

E aí toda a história, todos os momentos, as músicas, as alegrias e tristezas compartilhadas, as brigas, os sorrisos, as bebidas e porções, os sábados e domingos, os feriados, as panquecas, as palavras de amor, os pés roçando uns nos outros, os abraços, os beijos, o cheiro, tudo o que eu amava vai passar.

Um dia acordarei e não terá mais nada guardado que eu queira compartilhar, nem dor no peito que eu queira aliviar. Porque dor e sofrimento acabam rápido. E com eles, tudo o que os causou, por melhor que tenha sido.

Por mais que eu queira guardar tudo em um lugar seguro, dentro de mim, e esperar até que tudo possa voltar ao que era antes, não posso impedir que o  meu coração se cure, que as feridas se fechem ou que as lembranças virem pó.

É inevitável e está acontecendo neste instante, enquanto eu escrevo para que a pessoa mais importante não leia. Não vai ler, não vai saber e, em pouco tempo, sequer vai existir para mim.

É estranho assistir aos últimos suspiros de um sentimento e não ter como salvá-lo, ou não ter por que tentar.

E o tempo é essa coisa que eu sempre soube que influenciaria, sempre cuidei para que estivessemos juntos na hora certa. Falhei por brincar de tomar decisões quando não estava preparada e, mais tarde eu saberia, nem você.

Hoje o tempo cobra. Ele cobra maturidade, perseverança, bom senso, respeito e segurança em cada passo que dou, entre outras coisas que não vou saber citar agora. Ele cobra, acima de tudo, as consequencias de um ato certo feito na hora errada.

Em troca, leva tudo o que passou, tudo o que foi bonito, aquilo que levou tanto tempo para ser construído. Ele tira de mim, de nós.

E as pessoas insistem em dizer que vai passar, como se isso fosse um alívio.

Texto escrito em meados de outubro ou novembro, não lembro bem.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Aliviar a dor

Vontade de culpar todo mundo que disse que daria certo antes mesmo de começar. Vontade de quebrar uma garrafa de tequila na minha própria cabeça. Vontade de culpar aqueles que tentaram incessantemente tirar a nossa paz se fingindo de amigo.

Mas as pessoas acreditavam como nós acreditávamos. E a tequila foi só uma desculpa. E os amigos são amigos, os interesseiros serão sempre interesseiros.

Você nunca deveria ter se afastado, eu nunca deveria ter me reaproximado. Ou a gente tinha mais é que errar para aprender. Não sei, nunca vou saber. No final, não foi um erro em nenhum momento. Acertamos em cheio. No peito.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Férias

Eu nunca vou saber se as coisas realmente se acertaram, mas prefiro pensar que elas nunca estiveram certas nem nunca vão estar, só porque a vida é isso mesmo, toda errada. Ou porque "Deus escreve certo por linhas tortas" e coisas do tipo. Não importa.

As minhas férias estão aí, aliás, aqui. Quando menos percebi: 9,5 na pré-banca! Meu orgulho só cresce no que diz respeito a esse trabalho e ao grupo que eu tenho a maior sorte em fazer parte.

Comprei alguns livros (ok, muitos. Essa é a segunda coisa que está contribuindo para a minha falência. A primeira são os shows.) e espero conseguir assistir ao menos cinco filmes no cinema. Também quero assistir as temporadas perdidas de duas séries: Gossip Girl e Glee. Também preciso organizar minhas atividades complementares que ficaram de lado durante todos esses semestres, mas que agora não posso mais adiar ou adeus diploma!

Acho que essa é uma lista modesta de coisas para fazer nas férias.

Eu não costumo planejar, mas dessa vez não sei como vai ser, então é melhor me prevenir do que ficar sem ter o que fazer, corroendo no tédio (difícil em tempos de Tumblr e Twitter, mas enfim) as férias inteiras.

No fundo, acho que isso é medo. Medo de ficar de lado, de ser a segunda opção, de sentir falta de como foi um dia. Medo de não sentir falta de nada.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobre o menino

Basta um gesto, uma palavra, e lá está ele. O mesmo de um tempo atrás. Então você se apega a esse momento, agarra-o com todas as forças, o máximo possível. Mas a lembrança vai se apagando, sumindo no meio do dia, escorregando entre as mãos. E você perde esse segundo. E você o perdeu novamente.


me entrega ele pra cuidar, eu sei guardar segredo, eu sei amar

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Segunda-feira

Depois de uma semana de cão, tudo o que eu queria era sentir meus pés confortáveis e quentinhos, dentro de casa. Também ajudou o fato de ser tudo sem pressa, com carinho, com palavras bonitas e gentilezas ao pé do ouvido.

Começamos o dia de hoje com um saldo positivo de beijos, abraços e declarações, mas infelizmente os trabalhos da faculdade sofreram uma queda no percentual de produtividade.

E assim a vida continua: gastando rios de dinheiro na C&A, recebendo salário, sentindo saudade, ouvindo as músicas de hard rock que o colega do setor indica (sem se preocupar com o que a letra diz), buscando um caminho diferente para o mesmo fim.

Eu não tenho pressa.


terça-feira, 17 de maio de 2011

Erro

Como numa gangorra ou numa balança, tudo o que precisava para subir era um impulso. E lá do alto, sentindo o vento no rosto, não haveria medo. Ela poderia gritar a plenos pulmões cada um dos segredos que estavam sufocando o peito há tempos, sem se importar com quem a ouvisse. Simplesmente porque ninguém a ouviria. Assim ela pensava.


E quando lhe deram o empurrão, não teve dúvidas. Sentindo-se injustiçada e machucada, achou-se no direito de machucar também. E mesmo sem ser essa a intenção, só enxergou as consequências quando não havia saída.

O dia ficou escuro e, em silêncio, ela se arrependeu. Cansou de procurar por motivos que pudessem justificar o erro. Engoliu a seco a mágoa que causou e se escondeu. Não que achasse certo ou melhor desaparecer, mas ela sabia que todos precisam de tempo e que às vezes, só ele é capaz de curar as feridas.

E então, sabendo palavras não seriam o suficiente, decidiu provar em gestos que nenhum defeito, nenhuma diferença entre aqueles que ama mudaria o que ela sente. Amor, puro e simples.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Reação em cadeia

Abri meu guarda-roupa esses dias e nada parecia eu.

Nos últimos tempos tenho gastado bastante com roupas. Cheguei ao ponto de reconhecer que preciso me controlar e é o que estou fazendo. Acontece que, de tudo o que tenho, nada parece caber.

Quando vou me vestir, eu me perco. As combinações nunca dão certo, só encontro aquelas peças que nunca uso mas tenho pavor de abrir mão, blusas já amareladas pelo tempo e as novas usadas repetidamente quase todos os dias. Até os vestidos que me encantavam tanto, apenas um ou dois de todos aqueles pendurados no armário ainda tem alguma graça.

Entendi o que isso quer dizer: hora de mudança.

Pode ser só no guarda-roupa, pode ser em todo o resto. Eu não sei e acredito que só vou descobrir ao tirar todas aquelas roupas do lugar, prová-las e redescobrir quem sou, separando apenas as que ainda me representam.

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