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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Escolho ser feliz

Martha Medeiros diz que a felicidade é uma combinação de sorte com escolhas bem feitas. Pensando bem, percebo que já tive muitas oportunidades de mudar o foco e seguir outro caminho, um caminho só meu. O fato é que eu sempre pude contar com a sorte, mas nunca soube fazer escolhas certas. E nunca reconheci esses erros por não querer colocar um peso desse nos meus próprios ombros. Acontece que, no final do dia, o peso está lá de qualquer forma e ninguém, além de mim, pode ser culpado por isso.
 
Eu nunca achei fácil fazer a escolha certa. Na verdade, ás vezes ela parece ser a mais difícil de se colocar em prática. Então talvez eu tenha escolhido o que me pareceu mais familiar e fácil de lidar. Com o tempo, porém, percebi que nenhuma escolha tem a garantia de consequências seguramente boas ou fáceis de conviver, porque o futuro acaba sempre por nos surpreender.
 
Fazer escolhas não se tornou mais fácil desde que eu me dei conta de todas essas coisas. O ato de colocar a felicidade em minhas próprias mãos já é difícil. Seria mais fácil entregar essa responsabilidade aos pais, ao irmão, ao namorado, mas isso é impossível. Chega uma hora que não dá mais para simplesmente lamentar o que aconteceu, é preciso dar o primeiro passo para a mudança, é preciso fazer novas escolhas.
 
Também aprendi que nem sempre estamos prontos para fazer novas escolhas e encarar as mudanças, mas mesmo assim elas são necessárias e a gente vai amadurecendo no caminho. A vida passa muito rápido para esperar o que acreditamos ser o momento certo. Eu me decidi, não vou mais esperar.
 
claimont | via Tumblr
Viver é como andar de bicicleta: é preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio. - Albert Einstein
 
 
 
 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Meu Erro

Tudo bem, eu já sei. Não precisa mais ficar emburrado, virar a cara, reclamar comigo. Eu entendi. Meu erro foi esse, foi isso. Foi ter nascido no dia 8 de novembro de 1990, uma quarta-feira, às dez e trinta e cinco da manhã, de parto cesária. Uma menina, cheia dos cabelos, sem nem um dente, que gostava de tomar banho. Foi ter crescido brincando de boneca e de ser cantora, usando os perfumes e os desodorantes como microfone. Onde é que eu estava com a cabeça?!

Também foi um erro crescer muito próxima à minha mãe e pouco ligada ao meu pai. Como se não bastasse, também fiz da minha avó o meu porto seguro para os momentos mais críticos. E a proximidade com minhas primas?! Com certeza todas aquelas noites de férias regadas a pipoca, coca cola e programas proibidos para menores de 18 anos me fizeram crescer assim, desse jeito.

Errei quando desisti de ir estudar na Fundação Bradesco e decidi que seria melhor me matricular no Fernão Dias Pais. Pior ainda foi não ter escolhido um curso técnico no colegial. 

Errei ao cantar naquele festival, ao fazer e desfazer bandas, ao desistir do teclado. Mas, nesse aspecto, acho que meu maior erro é preferir Rolling Stones aos Beatles. Na verdade, o que eu ouço mesmo é AC/DC. Bom, você sabe, no fundo meu erro é ouvir de tudo, de Jorge e Mateus a Aerosmith. E gostar disso. E ser feliz assim.

Com certeza meu erro foi ter corrido na chuva aquele dia e arrebentado meu joelho no asfalto quando caí. A marca está aqui até hoje para provar e me lembrar. E, ainda assim, consegui rir da história, mas isso eu não acho errado.  

Grande erro mesmo foi ter achado que eu nunca me apaixonaria por você. Que eu nunca sentiria falta do seu carinho e da sua companhia. Isso faz muito tempo, é claro. Há anos me dei conta de que seu sorriso é essencial para mim. Errei quando não levei a sério e quando se tornou sério demais. Errei quando machuquei, quando curei, quando te fiz chorar e quando te fiz sorrir. Sim, você pode não ter percebido isso no momento em que seu cérebro recebeu o impulso e seus músculos trabalharam até seus dentes aparecerem, mas eu estava errando bem ali na sua frente.

O primeiro gole de caipirinha com certeza foi um erro. Tão errado quanto passar mal ao beber cerveja ou café. Quem nesse mundo é capaz de viver sem cerveja e café?!

Por favor, não tente me consolar, eu sei que sou feita de uma conjunção enorme de erros. Como quando decido qual roupa vestir, qual frase falar, qual passo dançar. Como quando acordo e tento com todas as forças viver minha vida e seguir em frente.

Eu deveria abrir mão de tudo isso, me enclausurar, me calar. Mas eu não consigo. Por mais que eu tente, tem sempre uma força que me puxa de volta para o caos, que me tira do eixo para que eu tente me recolocar. E assim eu vou convivendo com esse erro que, me desculpe, eu nunca vou conseguir reparar. Esse erro que é ser eu.

Well, it sucks to be honest and it hurts to be real

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Lista de aniversário

Sempre que chega perto do meu aniversário, eu sinto uma vontade enorme de comemorar. Gosto muito de reunir os amigos, celebrar a vida, juntar grupos distintos que fazem parte do meu dia a dia.

Em 2013, fazer a lista de convidados da festa acabou me levando a uma série de reflexões. Esse ano foi bem diferente. Tomei a decisão de afastar de mim algumas pessoas que não me faziam bem, atitude que adiei durante um longo período. Na verdade, eu achava que isso não era necessário. Porém, no decorrer desses meses, fui me certificando de que realmente algumas pessoas ficaram no passado. 

Foi preciso ser sincera comigo mesma e decidir se eu continuaria empurrando minha presença goela abaixo nos outros ou aceitaria que nada voltará a ser como antes e desapegaria de uma vez. Eu escolhi a segunda opção.

É chato, bem chato. Chega a ser inevitável imaginar como poderia ser divertido ter ao meu lado aqueles que em algum momento foram indispensáveis para mim. Infelizmente, a realidade é uma só: nós não somos mais importantes uns para os outros.

Terminei minha lista. Alguns velhos amigos, outros que conheci há bem pouco tempo, pessoas que espero ter contato durante muitos e muitos anos. Alguns estão numa lista de espera, até que meu bom senso decida se eu deveria ou não convidá-los.

Acima de tudo, em poucos dias começa um novo ciclo. Com ele, espero que eu possa ser cada dia mais rodeada de pessoas que me querem bem. E também desejo, de coração, que meus antigos amigos saibam valorizar o período que passamos juntos. Só assim conseguiremos ser pessoas melhores.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pra não dizer que não falei das flores

São duas horas da manhã de uma sexta-feira e eu deveria estar refletindo sobre a situação política do país, porque é isso o que muitas pessoas consideram um problema real. Seria até melhor para mim se eu estivesse lendo um livro sobre a Ditadura, tomando um vinhozinho, ouvindo Chico ou Geraldo Vandré.

A verdade é que o computador está no mudo e os únicos sons que ouço são dos meus dedos ao bater no teclado, dos cachorros e dos pássaros na rua. Pra variar, aquela velha conhecida doença me pegou de jeito novamente e aqui estou só na base da água.

Mas hoje eu queria te dizer, se eu já não te disse antes, que aquelas flores de papel foram um dos presentes mais lindos que ganhei na vida. Foram mesmo! E eu soube disso no momento em que você as entregou, com os olhos brilhando e seu sorriso de bobo no rosto. Será que meus olhos alguma vez já brilharam para você daquele jeito?

Eu resolvi te dizer isso porque geralmente você acha que não dou valor para as coisas que você faz. E também porque, talvez, eu realmente não saiba demonstrar o quanto admiro quando as pessoas se esforçam para me agradar.

Então, tenha certeza de que eu sei quanto amor havia em cada uma daquelas dobras. E se um dia eu preferi jogá-las fora, foi por não suportar a ideia de nunca mais ter de volta todo aquele sentimento. Fui boba, eu sei! Mas o importante é que estamos na primavera e as flores não param de crescer.

É preciso ir lá fora e redescobrir que há um mundo além das flores de papel. Não vai ter brilho nos olhos, nem sorriso bobo no rosto, mas terá a exata dimensão de uma vida que recomeça.

Não há flores como aquelas na internet e perdi todas as fotos das originais.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Não é necessário, mas é lindo

Confesso que acho boba essa história de casal que divide conta em redes sociais. Não entendo. Acredito que cada um deve ter sua privacidade. Porém, se funciona para eles, não sou eu quem vai julgar se está errado ou se não é legal.

Ontem me deparei com um blog de casal, o Dele e Dela. Logo pensei: "mas gente, qual é a necessidade disso?!". Blog é um espaço no qual falamos sobre dia a dia, mágoas, alegrias, acho complicado misturar relacionamento com um terreno tão espinhoso (e espiado).

Curiosa que sou, e não querendo fazer um juízo errado, cliquei no link. Sinceramente, os textos são pouco - ou nada - relevantes. Mas as fotos, essas fazem a gente se apaixonar pelo casal! Não sei quem são Isabela Marques e Felipe Alfieri, também não sei se é boa ideia expor a intimidade de um sentimento tão difícil quanto o amor, porém, é impossível evitar o calorzinho no coração ao ver tantas fotos lindas como aquelas. Desde já torço por eles, para que esse relacionamento dure muitos anos e renda outras milhões, zilhões de imagens lindas e inspiradoras.

Nesse mesmo site, já no primeiro comentário, descobri outro blog de casal, o I Have Built a Treehouse (será que tá virando moda?). Os textos também são curtinhos e pouco interessantes, mas ele faz a gente concordar com aquele ditado: "Uma imagem vale mais que mil palavras". Uma, duas, três... são muitas! Uma mais linda do que a outra! Ajuda o casal já ter viajado para vários lugares bacanas do mundo, mas dá para perceber como os dois são realmente talentosos.

O perigo, eu acho, é a gente acabar acreditando que só o que vemos nos blogs de casal é amor. Que nada diferente, menos bonito, ou menos poético é bom o suficiente. Devemos nos vigiar quanto a isso. Acredito que podemos usá-los como inspiração para aqueles dias nos quais parece que tudo vai desmoronar; quando sofremos com brigas bestas, ciúme exagerado, ou até mesmo discussões sérias. Nesses momentos, vale a pena olhar para as fotos dos blogs e acreditar que, se hoje tá feio, amanhã a gente pode fazer melhor. Tão lindo que nenhuma daqueles fotos poderia descrever.  



E vocês, o que acham dessa ideia de ter um blog junto com o/a parceiro/a? Gostaria de ler outras opiniões sobre o assunto hahaha Vocês conhecem mais algum blog de casal que seja legal? Vou adorar outras indicações :)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Viajar é preciso

Já fazem dois meses desde que voltei de viagem e nunca escrevi sobre isso. Muitas pessoas cobram as histórias e eu acabei negligenciando por pura preguiça. Nunca acho que minhas vivências rendem histórias interessantes. Para mim, aconteceu, foi legal na hora, mas se eu contar perde toda a graça.

Bom, por que resolvi escrever sobre isso agora? Porque eu percebi que de uns tempos pra cá todo mundo resolveu ser viajante, explorador, espalhar pela internet como é bom e enriquecedor rodar pelo mundo. Só que tudo tem seu lado B. 

Realmente, viajar é muito bom. Antes de percorrer um longo caminho de 16 horas até Los Angeles, enfrentando sozinha um dos meus maiores medos (avião hehehe), devo confessar que eu subestimava essa experiência. Talvez porque sempre achei algo muito longe da minha realidade (principalmente devido ao medo), viajar nunca foi um sonho ou um objetivo na vida.

Isso mudou quando me vi desempregada e sem amor. Pode parecer trágico, mas é só a vida como ela é e eu quero ser sincera aqui, não dramática. Aquele trabalho não era o que me fazia feliz, porém me trouxe bons amigos, um salário legal e estabilidade durante um bom tempo. Ele também era melhor para o meu relacionamento do que um antigo sonho de ser Produtora Cultural. Por isso, não me arrependo do tempo que fiquei lá. 

Sobre o amor... ah, o amor! Manuel Bandeira explicou melhor do que eu:
A chama queima. O fumo embaça.
Tão triste que é! Mas... Tem que ser...
Amor?... - chama, e, depois, fumaça:
O fumo vem, a chama passa...
(Chama e Fumo)

E foi assim que resolvi partir, com o objetivo de estudar, fazer novas amizades, ser mais independente. As poucas pessoas para as quais contei o que faria, tinham a mesma opinião: "Você não vai querer voltar". Eu sempre soube que voltaria.

Nos quase quatro meses em que estive fora, longe da minha da família e dos amigos, aprendi muito. Não só sobre inglês, a cultura e o povo americano, mas, principalmente, sobre mim.

Aprendi que posso viver sem minha família, mas não quero. Porque quando você se vê sozinha em outro país, pensa logo na diversão de morar sem os pais, poder comer a hora que quiser, dormir a hora que o sono vier, estudar quando der vontade ou só cinco minutos antes da prova, sair sem dar satisfação. Tudo isso acontece e, sem dúvidas, é maravilhoso! Porém, quando surge a primeira gripe, o primeiro perrengue, você vê como faz falta alguém não para resolver seus problemas, mas para te dar um colinho onde você possa chorar depois que tudo passa. Às vezes, as pessoas com quem você mais se divertiu serão também as que mais te deixaram pra baixo.

Também há aquele momento no qual você percebe que está sozinho. Por mais que você more com quatro, cinco, seis pessoas e que elas sejam super prestativas na maior parte do tempo, uma hora você descobre que nem sempre as pessoas vão poder te ajudar. Não é por maldade, mas cada um tem suas prioridades. Às vezes você só vai precisar que alguém te olhe e te diga que vai ficar tudo bem, mas não vai ter isso. E sim, você só se da conta desse fato quando está longe de casa, simplesmente porque no dia a dia nossos pais ficam tapando o buraco de onde falta amizade.

Sinceramente, talvez eu pudesse ter aprendido algumas dessas lições aqui mesmo onde estou. E também acho um saco essa banalização da viagem como maior e melhor coisa que alguém pode fazer na vida. Viajar é muito bom sim, mas não é tudo. Acredito que as pessoas estão viajando mais para falar que viajaram do que pela experiência em si. Você não precisa ir ao exterior sempre que tira férias para ser uma pessoa melhor. Na verdade, viajar pode te transformar num monstrinho esnobe. Conheci vários assim.

Tem um mundo de coisas para se descobrir aqui mesmo em São Paulo. Seus pais podem estar precisando de carinho ou de uma ajuda no computador. Seu amigo deve estar triste já que você não vai ao aniversário dele só porque no lugar toca um estilo de música que não te agrada.

A gente pode experimentar aqui mesmo. A gente pode crescer aqui mesmo. Podemos ser pessoas melhores sem sair de casa. Mas, se você achar que a solução é mesmo viajar, não hesite. Viajar é preciso, mas ter os pés no chão também.

Obs.: O texto acabou ficando enorme e da viagem mesmo eu pouco falei. Prometo que o próximo post sobre esse assunto será leve como uma pluma hahaha

Getting high in San Francisco :P

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Quero ser Mulher Maravilha

É incrível como a gente sempre acha que sabe o que é melhor pros outros. Todos tem um conselho mágico, uma receitinha perfeita, um truque na manga que irá resolver os dilemas do próximo, não importa se é para o sobrinho de quatro anos aprendendo a andar de bicicleta ou para a avó de 84 tentando lidar com a velhice. A pessoa pode ainda nem ter notado a existência daquele problema e nós já estamos lá, prontos para apontar o melhor caminho. 

Involuntariamente, a gente acaba achando que pode ensinar as pessoas a viver. Porém, quando olhamos para nossas próprias vidas, percebemos que temos muito o que cuidar nelas, muito caos para colocar em ordem. Mas, mesmo assim, insistimos em querer saber o que é melhor não para nós, mas para quem conhecemos.

Talvez isso aconteça porque é muito mais fácil pensar em soluções racionais para os problemas dos outros do que para os nossos. É muito mais fácil olhar para fora do que para dentro. Às vezes, a gente até sabe como melhorar as coisas, mas tem medo de sofrer ainda mais e prefere ficar com o que já está acostumado.

A boa notícia é uma conclusão a qual cheguei há poucos minutos: nós só temos vontade de consertar a vida de quem a gente quer bem. Se não fizesse falta e se fosse indiferente, não haveria preocupação e perca de tempo tentando encontrar o melhor jeito de solucionar os dilemas alheios.

Então é isso, amigos. Perdoem-me se algum dia eu faltar com jeito, mas só quero reservar meu lugarzinho no céu ajudando vocês a arrumar a vida, enquanto deixo meus problemas para depois. Aceito conselhos!


Calma, amgs! Tô indo te salvar toda sensual de hot pants ;)

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