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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Lista de aniversário

Sempre que chega perto do meu aniversário, eu sinto uma vontade enorme de comemorar. Gosto muito de reunir os amigos, celebrar a vida, juntar grupos distintos que fazem parte do meu dia a dia.

Em 2013, fazer a lista de convidados da festa acabou me levando a uma série de reflexões. Esse ano foi bem diferente. Tomei a decisão de afastar de mim algumas pessoas que não me faziam bem, atitude que adiei durante um longo período. Na verdade, eu achava que isso não era necessário. Porém, no decorrer desses meses, fui me certificando de que realmente algumas pessoas ficaram no passado. 

Foi preciso ser sincera comigo mesma e decidir se eu continuaria empurrando minha presença goela abaixo nos outros ou aceitaria que nada voltará a ser como antes e desapegaria de uma vez. Eu escolhi a segunda opção.

É chato, bem chato. Chega a ser inevitável imaginar como poderia ser divertido ter ao meu lado aqueles que em algum momento foram indispensáveis para mim. Infelizmente, a realidade é uma só: nós não somos mais importantes uns para os outros.

Terminei minha lista. Alguns velhos amigos, outros que conheci há bem pouco tempo, pessoas que espero ter contato durante muitos e muitos anos. Alguns estão numa lista de espera, até que meu bom senso decida se eu deveria ou não convidá-los.

Acima de tudo, em poucos dias começa um novo ciclo. Com ele, espero que eu possa ser cada dia mais rodeada de pessoas que me querem bem. E também desejo, de coração, que meus antigos amigos saibam valorizar o período que passamos juntos. Só assim conseguiremos ser pessoas melhores.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pra não dizer que não falei das flores

São duas horas da manhã de uma sexta-feira e eu deveria estar refletindo sobre a situação política do país, porque é isso o que muitas pessoas consideram um problema real. Seria até melhor para mim se eu estivesse lendo um livro sobre a Ditadura, tomando um vinhozinho, ouvindo Chico ou Geraldo Vandré.

A verdade é que o computador está no mudo e os únicos sons que ouço são dos meus dedos ao bater no teclado, dos cachorros e dos pássaros na rua. Pra variar, aquela velha conhecida doença me pegou de jeito novamente e aqui estou só na base da água.

Mas hoje eu queria te dizer, se eu já não te disse antes, que aquelas flores de papel foram um dos presentes mais lindos que ganhei na vida. Foram mesmo! E eu soube disso no momento em que você as entregou, com os olhos brilhando e seu sorriso de bobo no rosto. Será que meus olhos alguma vez já brilharam para você daquele jeito?

Eu resolvi te dizer isso porque geralmente você acha que não dou valor para as coisas que você faz. E também porque, talvez, eu realmente não saiba demonstrar o quanto admiro quando as pessoas se esforçam para me agradar.

Então, tenha certeza de que eu sei quanto amor havia em cada uma daquelas dobras. E se um dia eu preferi jogá-las fora, foi por não suportar a ideia de nunca mais ter de volta todo aquele sentimento. Fui boba, eu sei! Mas o importante é que estamos na primavera e as flores não param de crescer.

É preciso ir lá fora e redescobrir que há um mundo além das flores de papel. Não vai ter brilho nos olhos, nem sorriso bobo no rosto, mas terá a exata dimensão de uma vida que recomeça.

Não há flores como aquelas na internet e perdi todas as fotos das originais.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Não é necessário, mas é lindo

Confesso que acho boba essa história de casal que divide conta em redes sociais. Não entendo. Acredito que cada um deve ter sua privacidade. Porém, se funciona para eles, não sou eu quem vai julgar se está errado ou se não é legal.

Ontem me deparei com um blog de casal, o Dele e Dela. Logo pensei: "mas gente, qual é a necessidade disso?!". Blog é um espaço no qual falamos sobre dia a dia, mágoas, alegrias, acho complicado misturar relacionamento com um terreno tão espinhoso (e espiado).

Curiosa que sou, e não querendo fazer um juízo errado, cliquei no link. Sinceramente, os textos são pouco - ou nada - relevantes. Mas as fotos, essas fazem a gente se apaixonar pelo casal! Não sei quem são Isabela Marques e Felipe Alfieri, também não sei se é boa ideia expor a intimidade de um sentimento tão difícil quanto o amor, porém, é impossível evitar o calorzinho no coração ao ver tantas fotos lindas como aquelas. Desde já torço por eles, para que esse relacionamento dure muitos anos e renda outras milhões, zilhões de imagens lindas e inspiradoras.

Nesse mesmo site, já no primeiro comentário, descobri outro blog de casal, o I Have Built a Treehouse (será que tá virando moda?). Os textos também são curtinhos e pouco interessantes, mas ele faz a gente concordar com aquele ditado: "Uma imagem vale mais que mil palavras". Uma, duas, três... são muitas! Uma mais linda do que a outra! Ajuda o casal já ter viajado para vários lugares bacanas do mundo, mas dá para perceber como os dois são realmente talentosos.

O perigo, eu acho, é a gente acabar acreditando que só o que vemos nos blogs de casal é amor. Que nada diferente, menos bonito, ou menos poético é bom o suficiente. Devemos nos vigiar quanto a isso. Acredito que podemos usá-los como inspiração para aqueles dias nos quais parece que tudo vai desmoronar; quando sofremos com brigas bestas, ciúme exagerado, ou até mesmo discussões sérias. Nesses momentos, vale a pena olhar para as fotos dos blogs e acreditar que, se hoje tá feio, amanhã a gente pode fazer melhor. Tão lindo que nenhuma daqueles fotos poderia descrever.  



E vocês, o que acham dessa ideia de ter um blog junto com o/a parceiro/a? Gostaria de ler outras opiniões sobre o assunto hahaha Vocês conhecem mais algum blog de casal que seja legal? Vou adorar outras indicações :)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Viajar é preciso

Já fazem dois meses desde que voltei de viagem e nunca escrevi sobre isso. Muitas pessoas cobram as histórias e eu acabei negligenciando por pura preguiça. Nunca acho que minhas vivências rendem histórias interessantes. Para mim, aconteceu, foi legal na hora, mas se eu contar perde toda a graça.

Bom, por que resolvi escrever sobre isso agora? Porque eu percebi que de uns tempos pra cá todo mundo resolveu ser viajante, explorador, espalhar pela internet como é bom e enriquecedor rodar pelo mundo. Só que tudo tem seu lado B. 

Realmente, viajar é muito bom. Antes de percorrer um longo caminho de 16 horas até Los Angeles, enfrentando sozinha um dos meus maiores medos (avião hehehe), devo confessar que eu subestimava essa experiência. Talvez porque sempre achei algo muito longe da minha realidade (principalmente devido ao medo), viajar nunca foi um sonho ou um objetivo na vida.

Isso mudou quando me vi desempregada e sem amor. Pode parecer trágico, mas é só a vida como ela é e eu quero ser sincera aqui, não dramática. Aquele trabalho não era o que me fazia feliz, porém me trouxe bons amigos, um salário legal e estabilidade durante um bom tempo. Ele também era melhor para o meu relacionamento do que um antigo sonho de ser Produtora Cultural. Por isso, não me arrependo do tempo que fiquei lá. 

Sobre o amor... ah, o amor! Manuel Bandeira explicou melhor do que eu:
A chama queima. O fumo embaça.
Tão triste que é! Mas... Tem que ser...
Amor?... - chama, e, depois, fumaça:
O fumo vem, a chama passa...
(Chama e Fumo)

E foi assim que resolvi partir, com o objetivo de estudar, fazer novas amizades, ser mais independente. As poucas pessoas para as quais contei o que faria, tinham a mesma opinião: "Você não vai querer voltar". Eu sempre soube que voltaria.

Nos quase quatro meses em que estive fora, longe da minha da família e dos amigos, aprendi muito. Não só sobre inglês, a cultura e o povo americano, mas, principalmente, sobre mim.

Aprendi que posso viver sem minha família, mas não quero. Porque quando você se vê sozinha em outro país, pensa logo na diversão de morar sem os pais, poder comer a hora que quiser, dormir a hora que o sono vier, estudar quando der vontade ou só cinco minutos antes da prova, sair sem dar satisfação. Tudo isso acontece e, sem dúvidas, é maravilhoso! Porém, quando surge a primeira gripe, o primeiro perrengue, você vê como faz falta alguém não para resolver seus problemas, mas para te dar um colinho onde você possa chorar depois que tudo passa. Às vezes, as pessoas com quem você mais se divertiu serão também as que mais te deixaram pra baixo.

Também há aquele momento no qual você percebe que está sozinho. Por mais que você more com quatro, cinco, seis pessoas e que elas sejam super prestativas na maior parte do tempo, uma hora você descobre que nem sempre as pessoas vão poder te ajudar. Não é por maldade, mas cada um tem suas prioridades. Às vezes você só vai precisar que alguém te olhe e te diga que vai ficar tudo bem, mas não vai ter isso. E sim, você só se da conta desse fato quando está longe de casa, simplesmente porque no dia a dia nossos pais ficam tapando o buraco de onde falta amizade.

Sinceramente, talvez eu pudesse ter aprendido algumas dessas lições aqui mesmo onde estou. E também acho um saco essa banalização da viagem como maior e melhor coisa que alguém pode fazer na vida. Viajar é muito bom sim, mas não é tudo. Acredito que as pessoas estão viajando mais para falar que viajaram do que pela experiência em si. Você não precisa ir ao exterior sempre que tira férias para ser uma pessoa melhor. Na verdade, viajar pode te transformar num monstrinho esnobe. Conheci vários assim.

Tem um mundo de coisas para se descobrir aqui mesmo em São Paulo. Seus pais podem estar precisando de carinho ou de uma ajuda no computador. Seu amigo deve estar triste já que você não vai ao aniversário dele só porque no lugar toca um estilo de música que não te agrada.

A gente pode experimentar aqui mesmo. A gente pode crescer aqui mesmo. Podemos ser pessoas melhores sem sair de casa. Mas, se você achar que a solução é mesmo viajar, não hesite. Viajar é preciso, mas ter os pés no chão também.

Obs.: O texto acabou ficando enorme e da viagem mesmo eu pouco falei. Prometo que o próximo post sobre esse assunto será leve como uma pluma hahaha

Getting high in San Francisco :P

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Quero ser Mulher Maravilha

É incrível como a gente sempre acha que sabe o que é melhor pros outros. Todos tem um conselho mágico, uma receitinha perfeita, um truque na manga que irá resolver os dilemas do próximo, não importa se é para o sobrinho de quatro anos aprendendo a andar de bicicleta ou para a avó de 84 tentando lidar com a velhice. A pessoa pode ainda nem ter notado a existência daquele problema e nós já estamos lá, prontos para apontar o melhor caminho. 

Involuntariamente, a gente acaba achando que pode ensinar as pessoas a viver. Porém, quando olhamos para nossas próprias vidas, percebemos que temos muito o que cuidar nelas, muito caos para colocar em ordem. Mas, mesmo assim, insistimos em querer saber o que é melhor não para nós, mas para quem conhecemos.

Talvez isso aconteça porque é muito mais fácil pensar em soluções racionais para os problemas dos outros do que para os nossos. É muito mais fácil olhar para fora do que para dentro. Às vezes, a gente até sabe como melhorar as coisas, mas tem medo de sofrer ainda mais e prefere ficar com o que já está acostumado.

A boa notícia é uma conclusão a qual cheguei há poucos minutos: nós só temos vontade de consertar a vida de quem a gente quer bem. Se não fizesse falta e se fosse indiferente, não haveria preocupação e perca de tempo tentando encontrar o melhor jeito de solucionar os dilemas alheios.

Então é isso, amigos. Perdoem-me se algum dia eu faltar com jeito, mas só quero reservar meu lugarzinho no céu ajudando vocês a arrumar a vida, enquanto deixo meus problemas para depois. Aceito conselhos!


Calma, amgs! Tô indo te salvar toda sensual de hot pants ;)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

You are a cinema

Desde quando minha vida virou cena de cinema?

Talvez desde ontem, quando nossos olhares se cruzaram, meus passos apertaram e você correu até mim, me puxou pelo braço como se eu já não estivesse presa a você há muito tempo. Em segundos o chão se abriu, e no instante seguinte pude perceber que as paredes dos muros que tento construir já ruíam.

E então pudemos ouvir: “It’s not a silly little moment, it’s not the storm before the calm”. Não poderia haver melhor trilha sonora para cair no seu abraço me deixar levar pela nossa história por alguns minutos.

"My dear, we’re slow dancing in a burning room". E ninguém tem o direito de atrapalhar nossa dança. Nenhum olhar feio, nenhuma frase de deboche. Já somos bem grandinhos para escolher se queremos ou não brincar com fogo e aguentar as consequências das nossas escolhas. No final, nós sempre acabamos nos arriscando.

Nosso jazz vira blues, ficamos tristes, mas não conseguimos afastar aquele pedacinho de felicidade que surge no sorriso de canto de boca. É John Mayer tocando. E somos nós na plateia, juntos, como alguns acham que deveria ser, e outros simplesmente não acreditam mais.

Poderia ser ficção, mas a música acabou e ninguém gritou “corta”. E entre dramas, romances e um pouco de ação, o que poderia terminar como uma película de horror se tornou apenas o fim de mais um capítulo da nossa série, que só vai ter final definitivo quando um dos roteiristas – eu ou você – deixar essa história acabar.





Eu não poderia deixar Slow Dancing In A Burning Room de fora desse post, mas acho importante destacar que ele foi escrito ao som dessa música delícia aqui, que descobri hoje. Já o título do post é baseado nessa outra música aqui.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A problemática do "ninguém é obrigado"

Esse é só mais um dos problemas que eu tenho com a minha consciência, super inteligente e focada na lógica das coisas. A partir do momento que não tenho compromisso com uma pessoa, essa pessoa não tem obrigação nenhuma de me dar explicações, ou de me chamar para sair, ou fazer questão de me ver no final de semana porque, sabemos, a semana é puxada e o tempo livre é reservado para a cerveja e os amigos. Da mesma forma, não é proibido chamar outras pessoas para sair, jogar charme via Instagram, puxar papo pelo Whatsapp.

Tudo lindo e nos conformes, diz a consciência. Mas é quando os olhos veem algo que não queriam que o bicho pega. Porque, mesmo inconscientemente, você espera a pessoa ligar, você faz planos sozinha para dois. Mesmo sem querer, vai lá, da um jeito de saber o que o mocinho planejou para a tarde de sábado e espera com a maior certeza da vida ser convocada para o jogo. Mas, no dia seguinte, descobre que outra jogadora marcou o gol. Fuéin!

É a vida? Você sempre soube que isso aconteceria? Lógico que sim! Mas tem alguma coisa dentro de você que insiste em se perguntar o por que de todas as coisas, de dramatizar, de perder tempo com essa ladainha que não vai mudar o que passou e não vai te ajudar a seguir em frente. E é aí que você chama o coração de lado e solta um "bitch, please!", esperando que ele se acalme e aprenda a ser mais maleável.

E mesmo cambaleante e incerta, você segue a vida. Sai com os amigos, se diverte, tira boas fotos da noite. Promete que nunca mais vai querer saber da vida alheia, ou dos casos alheios. Que se foda! A partir de agora vai seguir todos os conselhos que vive dando para as amigas. Infelizmente, esse momento de lucidez dura pouco. Logo você está se perguntando como e por quê. Faz parte. No fundo, você sabe que ninguém é obrigado. 

Via We Heart It

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